65 ANOS
65 ANOS
NOSSA HISTÓRIA...
CAPÍTULO I
Lá pelos idos de 1957, quando Capanema ainda era mais verde do que estrada e mais silêncio do que movimento, começaram a chegar os primeiros colonizadores. Gente simples, carregando nos braços seus pertences e, no coração, a vontade de construir uma vida nova.
Entre eles, chegou também um homem que mudaria essa história de forma silenciosa, mas profunda: Carlos Edvino Reschke, ex-seminarista. Ao olhar ao redor, não viu apenas famílias — viu crianças. E, onde havia crianças, ele enxergou algo ainda mais importante: a necessidade de uma escola.
Sem esperar muito, reuniu os moradores e lançou uma ideia que era, ao mesmo tempo, prática e cheia de propósito: construir um espaço que fosse igreja e escola. Um lugar para a fé e para o aprendizado.
A prefeitura então doou o terreno, e os preparativos começaram. Mas, antes mesmo de paredes se erguerem por completo, o ensino já acontecia. Debaixo de uma árvore ou dentro de um lugar ainda em construção — a estrutura faltava, mas sobrava vontade. E ali estava ele, o próprio Carlos Edvino, como professor.
Em 1959, surgiram as primeiras duas salas de aula. Simples, mas cheias de significado. Ainda sem registros oficiais, sem apoio, mas firmes na missão de ensinar.
Até que, no ano de 1961, veio o reconhecimento tão esperado: o registro junto à Secretaria de Estado da Educação. A partir dali, aquele sonho ganhava nome e identidade.
Nascia, oficialmente, a Escola Santa Cruz.
E como se a história quisesse marcar bem aquele momento, no mesmo ano a congregação recebeu seu primeiro pastor, o Reverendo Armindo Grams.
Um novo capítulo começava — com fé, com educação e, acima de tudo, com a certeza de que grandes histórias também nascem em lugares simples.
CAPÍTULO II
Com a partida de quem havia dado os primeiros passos, a história não parou — ela apenas mudou de mãos.
Quando o senhor Carlos Edvino seguiu com sua família para Realeza, a pequena escola precisou, mais uma vez, se reinventar. Foi então que o pastor Armindo, ao lado de dona Eunice, assumiu a responsabilidade de continuar aquele trabalho que já não era apenas um projeto, mas parte da vida da comunidade.
Eles seguiram firmes até 1965. E, como já parecia ser tradição nessa história, quando um ciclo se encerrava, outro logo começava.
Em 1966, chegaram o pastor Ernesto Pahl e sua esposa, Renilda. Trouxeram consigo não apenas suas malas, mas também disposição para continuar construindo algo maior. E bastou pouco tempo para perceberem o óbvio: a escola estava crescendo — e rápido.
As salas já não comportavam todos. A vontade de aprender era maior do que o espaço disponível.
Era preciso ampliar. Era preciso ousar.
Logo começaram os repasses para a construção de uma nova escola.
Nesse mesmo movimento de crescimento, surgia também a associação que ajudaria a sustentar esse sonho: o Instituto Vocacional e Assistencial Santa Cruz — o IVASC.
E então, mais um marco.
Em dezembro de 1970, por meio de Decreto Estadual, a escola conquistava a autorização para oferecer o ensino ginasial. Agora, já não era apenas o começo — era expansão. Era continuidade.
O Santa Cruz passava a ter sua própria bandeira. Seu uniforme. Sua identidade.
Mas, como toda boa história, o crescimento veio acompanhado de desafios. Ainda faltava espaço. E, mais uma vez, foi preciso improvisar.
As aulas do ginásio começaram em um barracão no bairro São Cristóvão.
Depois, seguiram para outro espaço, onde hoje está a Escola Janete Katzwinkel. Lugares simples, provisórios — mas cheios da mesma essência que havia marcado o início: fazer acontecer, apesar de tudo.
Porque, no fundo, o que sustentava aquela escola nunca foram apenas paredes.
Era a vontade coletiva de construir algo grande.
CAPÍTULO III
À frente de tudo isso, o pastor Ernesto Pahl tornava-se, também, o primeiro diretor.
E não por pouco tempo.
Foram vinte anos conduzindo a escola com olhar atento e compromisso constante. Mais do que administrar, ele esteve presente em cada etapa decisiva dessa história.
Acompanhou de perto o processo de construção da nova sede, vendo, tijolo por tijolo, o sonho ganhar forma. Participou da inauguração, momento em que aquilo que antes era improviso e esforço coletivo finalmente se transformava em um espaço próprio, pensado para educar.
E ali Ernesto Pahl permaneceu. Não apenas como diretor, mas como alguém que ajudou a consolidar os primeiros anos do Santa Cruz. Anos de crescimento, de desafios, de conquistas — e, principalmente, de formação de gerações.
Sob sua direção, o Santa Cruz não apenas cresceu em estrutura, mas também em propósito.
CAPÍTULO IV
1986
O tempo passou, e com ele vieram novas mudanças — daquelas que reorganizam caminhos, mas não apagam a essência.
Em 1991, o município assumiu o ensino das primeiras séries. Nascia, então, a Escola Municipal Concórdia, acolhendo os alunos de primeira a quarta série. Era uma nova divisão, uma nova forma de organizar o ensino, acompanhando as transformações da educação.
Alguns anos depois, em 1996, foi a vez de outra mudança importante: a estadualização das turmas de quinta a oitava série. A partir dali, a escola passava a se chamar Escola Estadual Santa Cruz. O nome mudava, mas a história seguia a mesma — firme, construída por muitas mãos ao longo dos anos.
E como quem nunca deixa de sonhar, em 1997 veio mais um passo ousado: a autorização para o ensino de segundo grau, em caráter particular. No ano seguinte, em 1998, nascia o Colégio Santa Cruz, com o curso de Educação Geral. Um novo horizonte se abria, ainda que por pouco tempo. Nem sempre os caminhos permanecem, mas todos deixam marcas.
Logo depois, a instituição segue sua trajetória com o nome de Escola Estadual Santa Cruz de Ensino Fundamental.
Até então já eram milhares de histórias, sonhos, aprendizados.
Porque uma escola não se mede apenas pelo tempo… mas pelas vidas que ajudou a transformar.
CAPÍTULO V
2000
Em construção...
CAPÍTULO VI
2015
Em construção...
CAPÍTULO VII
2024
Em construção...
EM CONSTRUÇÃO...